Estava claramente
nervoso. Não se levantou uma única
vez, permaneceu, ali, amarrado ao banco como se estivesse prestes a ser sentenciado.
Ela também esperava algo mas, pacientemente, de uma forma calma
e resignada. Ela sabia o que estava para acontecer. O olhar, fixo num ponto
distante, ora ganhava um brilho semelhante aos olhares dos
abençoados com amor ora, baços como se uma nuvem negra pairasse sobre
eles, trazendo com ela fantasmas do passado.
Sim, ela sabia o que ia acontecer mas não avisou o homem que no seu nervosismo ingénuo esperava sentado ao seu lado batendo ininterruptamente o pé no chão.
Sim, ela sabia o que ia acontecer mas não avisou o homem que no seu nervosismo ingénuo esperava sentado ao seu lado batendo ininterruptamente o pé no chão.
Foi
então que ela, roubando um segundo da sua atenção, avançou. Já não faltava muito para que a nuvem se dissipasse.
Ela podia tentar ser feliz.
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